Muitos disseram que ele demorou a anunciar este momento e seu adeus poderia ser dito em outras oportunidades no passado. Outros falaram que ele já tinha a sua vida feita, ganhou muito dinheiro e não precisaria trabalhar mais. Mas ontem foi oficial.
Ronaldo? Não, o Palocci mesmo.
Após uma grande pressão da oposição e de integrantes do próprio partido para uma simples explicação, Palocci deixou o governo sem revelar qual o seu “receita mágica” para faturar tanto em tão pouco tempo, aliás, ele deu explicações sim. Deu uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, na qual em cerca de trinta minutos Palocci não disse nada, não deu uma explicação plausível, afirmou que o faturamento veio de quebra de contratos de sua empresa no final do ano quando ele já sabia o cargo que assumiria no governo Dilma. A nova Ministra da Casa Civil é Gleisi Hoffmann.
É melhor falar da outra despedida, do atacante Ronaldo, pois esta não nos envergonha.
Visivelmente muito fora de forma, o segundo melhor jogador que vi (só fica atrás do Zidane) emocionou a todos que o viram jogar e torceram por ele nas copas e durante suas lesões.
A desentrosada seleção brasileira teve 15 minutos que empolgaram a torcida, justamente enquanto o maior artilheiro de todas as copas tentava marcar seu último gol. Só nos esquecemos de avisar ao goleiro romeno que vez duas boas defesas do Fenômeno.
Um pequeno detalhe é que o jogo foi 1x0 para o Brasil, gol de Fred ainda no primeiro tempo que garantiu uma convocação ao time que disputará a Copa América na Argentina. Mas isso é não importou muito na noite do fenômeno.